
Agência FAPESP - Alguns estalos e uma espécie de som associado a um lamento. Assim é a vocalização produzida pela espécie Physalaemus pustulosus, o sapo túngara que vive no Panamá, processo considerado complexo por pesquisadores que estudam os cantos associados à corte entre machos e fêmeas.
Agora, parte dessa complexidade poderá ser mais bem explicada. Marcos Gridi-Papp, professor da Universidade Estadual Paulista temporariamente na Universidade da Califórnia em Los Angeles, nos Estados Unidos, conseguiu identificar uma estrutura anatômica até então desconhecida, totalmente ligada à produção de sons.
A descoberta está apresentada na edição da revista Nature desta quinta-feira (4/5). O artigo é assinado também por Austin Stanley Rand, do Instituto Smithsonian no Panamá e conhecido especialista em anfíbios que morreu no fim do ano passado, e Mike Ryan, da Universidade do Texas, outro grande conhecedor da biologia do sapo túngara.
Segundo o estudo agora publicado, os estalos produzidos pelos machos da espécie investigada são produzidos pela movimentação de uma importante massa fibrosa, localizada na cavidade vocal da espécie de anfíbio. A nova estrutura se prolonga até os brônquios dos animais.
Após a realização de alguns procedimentos cirúrgicos, os pesquisadores conseguiram determinar com precisão a impossibilidade de os sapos emitirem os estalos. Mesmo havendo movimento fisiológico para gerar a vocalização, a ausência da massa fibrosa impede que qualquer estalo seja produzido.
O artigo Complex call production in the túngara frog pode ser lido por assinantes no site http://www.nature.com/.
Agora, parte dessa complexidade poderá ser mais bem explicada. Marcos Gridi-Papp, professor da Universidade Estadual Paulista temporariamente na Universidade da Califórnia em Los Angeles, nos Estados Unidos, conseguiu identificar uma estrutura anatômica até então desconhecida, totalmente ligada à produção de sons.
A descoberta está apresentada na edição da revista Nature desta quinta-feira (4/5). O artigo é assinado também por Austin Stanley Rand, do Instituto Smithsonian no Panamá e conhecido especialista em anfíbios que morreu no fim do ano passado, e Mike Ryan, da Universidade do Texas, outro grande conhecedor da biologia do sapo túngara.
Segundo o estudo agora publicado, os estalos produzidos pelos machos da espécie investigada são produzidos pela movimentação de uma importante massa fibrosa, localizada na cavidade vocal da espécie de anfíbio. A nova estrutura se prolonga até os brônquios dos animais.
Após a realização de alguns procedimentos cirúrgicos, os pesquisadores conseguiram determinar com precisão a impossibilidade de os sapos emitirem os estalos. Mesmo havendo movimento fisiológico para gerar a vocalização, a ausência da massa fibrosa impede que qualquer estalo seja produzido.
O artigo Complex call production in the túngara frog pode ser lido por assinantes no site http://www.nature.com/.
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