19.12.07

Vamos errar outra vez...

Transamazônica ontem:



Planejada para integrar melhor o Norte brasileiro com o resto do país, foi inaugurada em 30 de agosto de 1972. Inicialmente projetada para ser uma rodovia pavimentada com 8 mil quilometros de comprimento, conectando as regiões Norte e Região Nordeste do Brasil com o Peru e o Equador, não sofreu maiores modificações desde sua inauguração.


Transamazônica hoje:


Alegria dos jipeiros



Usina Hidrelétrica de Balbina ontem:


Manaus era abastecido de energia termoelétricas que queimavam petróleo. O aumento dos preços do petróleo, a partir de 1973, levou o governo a optar pela construção de uma usina hidrelétrica capaz de suprir Manaus e substituir as termoelétricas.


Usina Hidrelétrica de Balbina hoje:


Balbina é uma tragédia ecológica, pois destruiu uma área enorme de floresta, destruindo milhões de árvores. Acontece que o rio Uatumã está localizado em região de relevo quase plano, e, por isso, a represa criada pela barragem inundou um espaço exagerado. Não foi só a floresta que se perdeu, mas também muitas espécies animais que habitavam aquele meio ecológico.


Rio Madeira e São Francisco hoje:






Rio Madeira e São Francisco amanhã:

O presente será promissor: investimentos e votos. O futuro a história já ensinou mas ninguém aprendeu

3.12.07

Comissão do Senado aprova projeto que regulamenta profissão de ecólogo

A Comissão de Assuntos Sociais do Senado Federal aprovou, nesta quarta-feira, 28, o Projeto de Lei 591/03, do deputado Mendes Thame (PSDB-SP), que regulamenta o exercício da profissão de ecólogo, fixa seu campo de ação e as exigências que deverão ser preenchidas pelos que quiserem exercer tal profissão. O projeto já havia sido aprovado na Câmara dos Deputados, em caráter conclusivo.

Segundo Mendes Thame, a presença do ecólogo nas equipes multidisciplinares criadas para a solução de problemas ambientais é imprescindível, permitindo a melhor compreensão das causas de tais problemas, bem como a busca por soluções coerentes com a preservação da natureza. “O ecólogo vem tendo ampla atuação nas áreas de conservação da biodiversidade, manejo de vida silvestre e avaliação e controle de impactos ambientais, entre outras”, justificou o deputado.

O projeto prevê que as atribuições dos ecólogos também podem ser exercidas por profissionais com outras formações que desempenhem atividades do meio ambiente ou em áreas correlatas. A medida evita que a regulamentação da nova profissão venha a criar uma espécie de reserva de mercado em setores que também podem ser exercidos por profissionais, como engenheiro florestal, agrônomo, biológo e arquiteto.

O tema ambiental ganhou repercussão mundial a partir da Conferência de Estocolmo, em 1972. Quatro anos mais tarde, foi criado no Brasil o primeiro curso de graduação em ecologia para atender as demandas ambientais. Segundo a presidente da Associação Brasileira de Ecólogos, Elisa Madi, a regulamentação da profissão de écologo, aguardada há quase três décadas, permitirá o exercício pleno da profissão por esses profissionais e contribuirá muito para ajudar a garantir o direito de qualidade de vida a todo o cidadão, como prevê a Constituição Federal.


Fonte – Agência Câmara/Agência Senado

24.11.07

Potencial de invasão da rã-touro no Brasil



Acabei de publicar no periódico Biological Invasions um capítulo de minha dissertação de mestrado. Trata-se do processo de modelagem do potencial de invasão de Lithobates catesbeianus (rã-touro) no Brasil. O modelo foi gerado a partir de pontos de ocorrência conhecidos para América do Norte, área de ocorrência nativa desta espécie, e depois foi projetado para o Brasil. Os resultados podem ser vistos nos links abaixos:


1) Artigo original (clique aqui)

2) Reportagem da Revista Pesquisa FAPESP (clique aqui)

* A fonte da foto é este site aqui.

Publicações: Cartilha de Licenciamento Ambiental

A cartilha de licenciamento ambiental tem por objetivo contribuir com a divulgação desse importante instrumento da Política Nacional de Meio Ambiente. A segunda edição traz nova legislação e jurisprudência do Tribunal de Contas da União e amplia a discussão de conceitos e procedimentos. Neste trabalho, realizado em conjunto com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis – Ibama, busca-se difundir cada vez mais orientações e informações sobre o licenciamento, visando ao correto trato das questões ambientais e à preservação do meio ambiente para as presentes e futuras gerações. Esta publicação, cujo conteúdo está disponível para toda a sociedade nos endereços eletrônicos www.tcu.gov.br e www.ibama.gov.br, destina-se a prefeituras, governos estaduais, órgãos e entidades públicas e a interessados que lidam com questões relativas ao meio ambiente.


Download aqui

27.10.07

Texto interessante

"Brasil festeja lucros das exportações de açúcar e álcool, mas continua ignorando os prejuízos à saúde da população e ao SUS..."


Não sei ao certo quando esta reportagem foi publicada, mas vale a pena conferir.

Clique aqui para ler...

10.9.07

XVIII Semana de Estudos da Ecologia




A Semana de Estudos da Ecologia é realizada anualmente com o intuito de reforçar e expandir os conhecimentos acadêmicos relacionados ao meio ambiente, seja no âmbito das ciências humanas, exatas ou biológicas. Além de integrar diferentes universidades com a sociedade, coloca os estudantes em contato com o mercado de trabalho e grandes profissionais dos diferentes setores – público, privado e terceiro setor.

A sua 18ª edição acontecerá de 10 a 14 de Setembro de 2007, na Universidade Estadual Paulista (UNESP), campus de Rio Claro.

Clique aqui para maiores informações

2.9.07

A fumaça ecológica do biocombustível: a externalidade que vale a pena

No saguão de um luxuoso hotel de Nova Iorque, dois banqueiros ficam boquiabertos com as oportunidades de investimentos nos biocombustíveis; um grupo de ecologistas verdes-europeus em festa com recente notícias sobre a produção de etanol e um pacato morador honesto de tóquio está feliz em usar álcool em seu carro e poluir menos seu pequeno país.

No cair da tarde no interior de São Paulo as usinas, a todo vapor, esperam a chegada da noite para colocar fogo nos canaviais, como manda a lei. O sol nasce e lá vão eles, já com a marmita fria, cortar toneladas de cana para poder no outro dia fazer a mesma coisa.

No município vizinho os gastos com medicamentos e internações causadas por doenças respiratórias aumentam significativamente, já que mesmo com níveis alarmantes de baixa umidade relativa do ar as queimadas, silenciosamente, não cessam.

Municípios com economia voltada para agricultura com semelhantes níveis de poluição que São Paulo. Uma minoria rica e a maioria sonhando em ter a chance de contar que teve um emprego pelo menos uma vez na vida, mesmo como bóia-fria.

A Mata Atlântica do interior só vai ser lembrada como motivo de ação penal, já que pela lei 20% de vegetação nativa pode atrapalhar o desenvolvimento do eco-combustivel no país. O Cerrado só por foto.

E por que 20% e não menos, arbitrário não? Provar, financiado com o dinheiro do agronegócio, que 20% de reserva legal é incostitucional é altamente previsível que saia na capa da Veja.

A União Européia e os EUA querem a diminuição dos gases estufa por isso as externalidades valem a pena quando a fumaça se transforma em sucesso e poder. O markenting ecológico, juntamente com a globalização ecológica, conseguem ser tão falsos quanto o potencial energético do álcool. Regressamos ao passado, somos canaviais hereditários das metrópoles "ecológicas".

26.6.07

Infonatura


Infonatura é uma fonte de informação educativa sobre a conservação das aves, mamíferos e anfíbios de América Latina e do Caribe. Você pode usar a InfoNatura para aprender sobre mais de 8.500 espécies comuns, raras e ameaçadas.

 
  

13.5.07

11.5.07

Publicações - Andes: Amazon Mapping of Ecological Systems and Areas of Endemism

  

Resultados dos trabalhos de mapeamento dos ecossitemas e modelagem da distribuição geográfica das espécies endêmicas da vertente oriental dos Andes da região do Peru e Bolívia. Este trabalho foi financiado pela Moore Foundation e realizado pela ONG NatureServe (EUA) e Centro de Dados para Conservação (Peru).

Download aqui...(ecossistemas)

Download aqui...(modelagem)

6.5.07

Frase da Semana (ou a pior do ano!)

 

"Coisa de ambiente, vamos falar a verdade, até pouco tempo atrás era coisa de veado"

 

Paulo Pereira da Silva, presidente da Força Sindical e deputado federal pelo PDT

3.5.07

IBAMA unido contra a divisão

Petição contra a divisão do IBAMA

Pela Unicidade da Gestão Ambiental! Contra a Medida Provisória no. 366, de 26 de Abril de 2007, que divide e fragiliza o Ibama, criando o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade.

A Criação do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, em um primeiro momento, para os desavisados, pode parecer um ato em prol da Gestão das Unidades de Conservação Brasileiras, mas a real motivação do governo, é dar início ao processo de esfacelamento do Ibama. Assim, o próximo passo será repensar o Licenciamento Ambiental, tornando-o “mas amigável” para o desenvolvimento do modelo econômico não sustentável, planejado pelo governo federal.
Diga não a MP 366! Ajude a expressar sua indignação em relação a esta MP.

Defender o Ibama é defender o Meio Ambiente.
Por um Ibama, forte e unificado.

http://www.petitiononline.com/amabi/petition.html

O siluriforme, o molusco e o seringueiro (...e o fim do IBAMA)

Por Daniel Vilela Presidente da Asibama/MG (02/05/2007)  Siluriforme compreende uma ordem de peixes caracterizados principalmente pela ausência de escamas. Neste grupo encontram-se os mandis, surubins e os bagres. O Brasil é o país com maior diversidade de peixes do mundo. Moluscos são animais de corpo mole, revestido por glândulas, sendo que alguns possuem concha protetora. Alguns moluscos têm como mecanismo de defesa umabolsa de tinta, que  em situação de perigo produz uma cortina de "sujeira" que encobre a visão do adversário. Dentre os moluscos estão o caramujo, as ostras e o lula. Seringueiro todo mundo conhece, é quem vive daexploração dos seringais.

Recentemente fomos surpreendidos pela primeira divisão do Ibama. Foi Criado o Instituto Chico Mendes. Aparentemente este seria um procedimento com foco na melhoria da gestão das Unidades de Conservação Federais do Brasil. No entanto, o contexto político atual e a forma como a decisão foi tomada nos remete a concluir exatamente o contrário. 
 
O Ibama têm sido intensamente bombardeado pela imprensa e pelo  governo como o principal entrave ao crescimento do País. A última pérola foi do nosso Presidente: "se eu pudesse, acabaria com o Ibama". Infelizmente o Lula vai descobrir tarde demais que: 1) acabar com o Ibama não vai facilitar o crescimento do Brasil; 2) a incompetência administrativa do governo é o principal problema e, 3) que extinguiu uma das marcas mais importantes da nação. Neste; contexto, todos aguardávamos apreensivos a criação da agência de licenciamento ambiental, e de repente, o que surge do nada: O Chico Mendes. 
 
Que muita gente queria que a gestão das UC saísse do Ibama, todo mundo sabia. Que isto se daria desta forma, poucos imaginavam. Aproveitaram o momento em que nosso Instituto encontra-se acéfalo e desvalido para o golpe de misericórdia. Fica claro que o objetivo principal de nossos governantes é o enfraquecimento da gestão ambiental no Brasil. Um alerta para os que comemoram: o Chico surge da falta de respeito com um grande Instituto e já carrega este  carma. Caso não nos manifestemos contrários à forma como as coisas aconteceram, novas divisões surgirão, e quem sabe daqui a alguns anos não surgirá um racha no Chico Mendes, com a criação do Instituto Marina Silva de populações tradicionais? 
 
Tem um siluriforme no colo do molusco, chame o seringueiro!  (traduzindo: tem um bagre no colo do Lula – vamos criar logo o Instituto Chico Mendes e iniciar o fim do Ibama). Infelizmente estamos diante da maior falta de respeito com a temática ambiental já vista na história recente do Brasil. Nunca fomos tão atropelados e os grandes empresários tão atendidos. Da transposição do São Francisco ao fatiamento do Ibama: faltam aos governantes a mínima  sensibilidade, inteligência e responsabilidade com as futuras gerações. 
 
O Ibama é um dos grandes símbolos nacionais e precisa continuar forte! O futuro do planeta depende de nós! 
 

1.5.07

Publicações EMBRAPA

Embrapa monitoramento por satélite

AZEVEDO, E. C. de; MANGABEIRA, J. A. de C.; MIRANDA, J. R. Utilização de sistemas de informações geográficas na análise da sustentabilidade das atividades agrícolas no Município de Holambra-SP. Campinas: Embrapa Monitoramento por Satélite, 2001. 21 p., il. (Circular Técnica, 6).

 

HOTT, M. C.; GUIMARÃES, M.; MIRANDA, E. E. de. Método para determinação automática de Áreas de Preservação Permanente em topos de morros para o Estado de São Paulo, com base em geoprocessamento. Campinas: Embrapa Monitoramento por Satélite, 2004. 32 p., il. (Documentos, 34).

 

MIRANDA, J. R.; MIRANDA, E. E. de. Biodiversidade e Sistemas de Produção Orgânica: Recomendações no Caso da Cana-de-Açúcar. Campinas: Embrapa Monitoramento por Satélite, 2004. 94 p., il. (Documentos, 27).

 

Embrapa meio-ambiente

Distribuição espacial da cultura de café no Estado de São Paulo

 

Sistema base para avaliação e eco-certificação de atividades rurais

Publicações - Inventário e Caracterização da Fauna de Vertebrados Selvagens no Município de Campinas - SP

O uso agrícola das terras na região de Campinas - SP, tem gerado uma série de impactos sobre os povoamento de vertebrados. Indireta e diretamente, a agricultura tem modificado a composição e estrutura desses conjuntos faunísticos. A necessidade de evidenciar as relações entre a fauna selvagem e os sistema de produção da região, através de parâmetros, é crescente e pode contribuir para um uso mais adequado das terras....

 Fonte: Embrapa

Vizualize aqui...

30.4.07

Publicações - Áreas Especialmente Protegidas do Estado de SP: Coletânea de Leis

Áreas Especialmente Protegidas do Estado de SP: Coletânea de Leis é dividida em três grandes temas, a publicação contempla as Unidades de Conservação de Proteção Integral, que incluem estações ecológicas, reservas biológicas, parques, monumentos naturais e refúgios da vida silvestre; as Unidades de Conservação de Uso Sustentável, com as áreas de proteção ambiental, áreas de relevante interesse ecológico, as reservas extrativistas e particulares do patrimônio natural e as florestas nacionais; e os Espaços Territoriais Protegidos, com as áreas de proteção dos mananciais, o gerenciamento costeiro, as áreas naturais tombadas, as áreas sob proteção especial, além dos parques ecológicos, hortos florestais, estações experimentais, viveiros florestais e terras indígenas.

A publicação inclui, ainda, mapas, memorial descritivo e coordenadas geográficas, além de relacionar os atributos protegidos, a indicação das bacias hidrográficas e os municípios nos quais as áreas se encontram, assim como fornece informações sobre a existência de planos de manejo, conselhos gestores e consultivos.

 

Download aqui...

14.4.07

Fundação Florestal inicia o reconhecimento das RPPNs paulistas

Fundação Florestal - A Fundação para a Conservação e Produção Florestal do Estado de São Paulo – FUNDAÇÃO FLORESTAL, responsável pela coordenação do Programa Estadual de Apoio às Reservas Particulares do Patrimônio Natural – RPPNs, estabeleceu as normas para o reconhecimento dessa categoria de Unidade de Conservação – UC.

Categoria prevista pela Lei Federal nº 9.985/2000, que criou o Sistema Nacional de Unidades de Conservação – SNUC, a RPPN é uma unidade de conservação particular na qual podem ser desenvolvidas atividades de ecoturismo, educação ambiental e pesquisa científica, regulamentada no âmbito estadual pelo
Decreto nº 51.150/2006.

As normas expressas na Portaria Normativa nº 37/2007 de 22 de fevereiro de 2007, definem a documentação e os procedimentos para o processo de reconhecimento, e a Fundação Florestal terá um prazo máximo de 120 dias para a análise dos pedidos.

As áreas serão reconhecidas por ato do Secretário Estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos. Após a publicação do ato, o proprietário terá 60 dias para apresentar a matrícula da propriedade com o registro da RPPN, para que a Fundação Florestal emita o Título de Reconhecimento.

A Fundação Florestal conta com a parceria da FREPESP – Federação das Reservas Particulares do Estado de São Paulo e está em articulação com o IBAMA.
Maiores informações: rppn@fflorestal.sp.gov.br

Saiba mais sobre RPPNs
www.ambiente.sp.gov.br/destaque/2006/10/11_decreto.htm

26.2.07

Publicação - Limpeza de ambientes costeiros brasileiros contaminados por petróleo: uma revisão



Este artigo saiu este mês no periódico Pan-American Journal of Aquatic Sciences. É uma ampla revisão crítica dos métodos de limpeza utilizados em ecossistemas costeiros atingidos por derrame de petróleo. Além da revisão bibliográfica e também de estudos de casos reais nacionais e internacionais, é proposto métodos julgados mais adequados para a limpeza de cada ambiente, com o intuito de contribuir com os órgãos ambientais nas tomadas de decisão em cenários de vazamentos de óleo.


Baixe o artigo no link abaixo:

http://www.panamjas.org/Arquivos/PanamJAS_2(1)_1-12.pdf

12.2.07

Não tenho dúvida, a culpa é do Ser Humano

Depois do famoso relatório do IPCC que "provou" que o aquecimento global é culpa do Ser Humano, temos que aceitar uma teoria como fato e ainda ver uma rídicula ação da sociedade contra o aquecimento global.
Sim, nós somos culpados. Passo a acreditar nisto a partir de agora. Qual a razão de tanta certeza? Basta abrir uma revista, seja ela ecológica ou econômica (atualmente parece a mesma coisa), para ver que criamos o aquecimento global. Ele esta no imaginário do povo, na voz do político e na preocupação do agricultor. Os negócios estão fervilhando, o mercado de carbono está em alta e soluções megaridículas estão sendo planejadas. No fundo queremos o aquecimento global, é legal esperar por algo novo, algo mais quente.

O mundo inteiro sabe dos riscos, parece ser a hora certa, a chance de mudarmos nossos hábitos globais de destruição e parar com nossa incrível capacidade ilimitada de aspiração por bens materiais inúteis. Mas não. Conseguimos transformar a tragédia em produto. Sim, capitalizamos o aquecimento global, ou melhor o "Global Warming" para todo mundo entender. Já capitalizamos a coragem, a força do jovem e as revoluções. Agora a bola da vez é o aquecimento. Holywood está em festa, os astros viraram os maiores especialistas em meio ambiente, os cientistas velhotes já aposentados viram uma oportunidade de retorno e juntamente com os jovens estão loucos para ver seus artigos em uma revista com um iceberg derretendo na capa.

No mundo das tecnologias, nem se fale, são várias soluções criadas todos os dias. Os engenheiros são os ecólogos agora. Como os efeitos do aquecimento são a curto prazo, não adianta entender de estrutura ecossitêmica e biodiversidade, não a tempo para isto. O negócio é geoengenharia, fazer megas projetos milionários para conter definitivamente o efeito estufa. Tem até prêmio para quem tiver a melhor idéia. O regulamento diz: o ganhador levará uma bolada de dólares e ainda salvará a humanidade. Sim, será o retorno de cristo. O cristo anti-carbono.

Erramos novamente, insistimos nos erros. Vamos usar nosso próprio erro como produto, não vai demorar muito para cair a máscara. Vai um dióxido de carbono aí?!

11.2.07

O aquecimento global derreteu a mídia

Demorou um pouco, mas talvez tenha chegado a hora. A grande mídia (jornais, revistas e telejornais) vão ter que se adequar para poder comentar o mais novo e famoso problema ambiental: o aquecimento global. Quando acabar o fôlego das notícias sensacionalistas sobre o novo relatório do IPCC, o que a mídia vai mostrar. O que mostrou sempre? Relatos superficiais, programas ecobobos fora de contextos, reportagens exóticas sobre lugares ecologicamente bonitos. Ou vai começar a repensar em um jornalismo mais consciente e inteligente mostrando que a questão ambiental é complexa e merece um destaque maior. Chega de suplementos avulsos, uma vez por semana, de ciência e meio ambiente. A questão ambiental tem que estar nos centros das discussões, ser crítica e realista.

O aquecimento global esta cozinhando a mídia, ela vai ter que mudar, as previsões das catástrofes podem demorar até 50 anos e até lá o que a mídia vai mostrar? Contagem regressiva da desgraça? Soluções tecnocráticas para mascarar o problema? Ou irá se atualizar para mostar de forma mais crítica, real e holística as problemáticas ambientais. Como será a relação da grande-mídia com os patrocinadores? Poderá a mídia discutir a problemática ambiental do Biodiesel e ao mesmo tempo ser pró-governo? Terá a mídia especialistas capazes de traduzir os artigos cientícos da maneira correta ou ainda ficarão no telefone-sem-fio da falida divulgação científica estabelecida atualmente?

Consiguirá o aquecimento forçar uma mudança brusca e para melhor na grande-mídia? Não sei. Mas que grande mudanças virão, isto sim vai acontecer. Por isso o importante agora é notar em que lado a mídia ficará, porque ter pontos de vistas fora de contextos e em cima do muro é só o que ela tem feito nestes últimos anos.



Para ler mais sobre o assunto:

http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=419IMQ001

http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=419IMQ002

8.2.07

"Aquecimento Comercial"

Empresas neutralizadoras de carbono, produtos contra o aquecimento, novos financiamentos para pesquisas ambientais, savanização da amazônia, novos dogmas científicos, previsões catastróficas, Al Gore, Di Caprio ambientalista, SP Fashion Week Ecológico, Globo Reporter e Fantátisco e Revista Veja falando sobre Global Warming, INPE, The Green Initiative, Greenpeace, IUCN, IPCC, WWF, Boné, Conservation International, nível do mar, calor, chuva, frio, seca, deserto, dinheiro, novos negócios, pobreza, relatórios, gráficos, tragédia, reflorestamento, China, EUA, UE, tendência pessimista, ambientalista crente, Homem-Culpado de Tudo, investimento a fundo perdido, finep, dinheiro, dinheiro...

Neste pensamento igualitário e pessimista sobre o aquecimento global, existe pensamento crítico em relação ao tema? Achei um link interessante que vale muito a pena ler:

http://www.if.org.br/?action=doExibirAnalise&inCodigo=115

Sandálias de borboletas e neutralizadores de carbono

Recebi duas notícias intrigantes e também interessantes nesta semana chuvosa. A primeira é sobre a uma grife famosa - a Cantão - do Rio de Janeiro que começou a produzir este ano sandálias com saltos de resina e cheio de borboletas mortas em seu interior, lógicamente foi multada por crime ambiental pelo Ibama e ainda tem que provar a origem legal das borboletas. O site da Cantão diz que esta moda é uma tendência ecológica e que "busca a liberdade como borboleta, bordando amores, sutis-tentadores, pousando cá e lá por esses cantos dourados de flores...". Legal também é comentário do site O ECO: A diferença é que a borboleta inspiradora acabou presa, morta e colada em acrílico sob os pés de quem pagou mais de mil reais por ela".

A segunda notícia é sobre uma nova empresa - The green initiative - de cunho ambiental de olho nos negócios lucrativos do aquecimento global. Cansados da burocracias do crédito de carbono, protocolo de Kyoto e tudo mais, resolveram criar formas de "neutralizar os gases estufa" recompondo áreas de mata degradada às margens de rios e lagos. Parece uma idéia simples, mas pode dar certo principalmente em trabalhos midiáticos, markenting ecológico e certificação ambiental. O estranho foi uma declaração do coordenador da empresa numa entrevista para revista Vida Simples:
Revista Vida Simples - Vocês monitoram o projeto depois da implantação?
The Green Initiative - Precisamos acompanhá-lo nos primeiros dois anos de reflorestamento ­ a fase em que as mudas se adaptam às áreas recuperadas, com o maior risco de mortalidade. Os projetos são monitorados em toda sua vida útil (mais de 20 anos) pelo Ibama e pela Polícia Florestal,..., sua existência intacta se torna obrigatória por lei.

E assim a vida continua com borboletas nos pés e neutralizadores de carbono nos salvando do aquecimento cerebral, quer dizer, global...até mais ver!!!

23.1.07

Aquecimento Global, Econômico e Cerebral

Para este blog não ficar fora de moda, deixar de seguir tendências ou padrões, vamos falar agora sobre o tão famoso e comentado tema: aquecimento global. Não vamos tentar explicar nesta postagem suas problemáticas e efeitos, mas sim mostrar como a mídia e pesquisadores em geral têm tratado este tema.

É só ligar a TV ou ler um jornal e/ou revista (principalmente a Revista VEJA) para perceber o principal foco da mídia em relação a esta problemática: a tragédia global. Frases como "o que era para acontecer daqui séculos, pode acontecer amanhã" são as mais usadas, porém, explicações sérias e com um foco regional são quase que inexistentes. O mais intrigante são as soluções divulgadas pela mídia, muitas destas com ajuda de pesquisadores renomados.

Vários pesquisadores viraram adeptos da "mega engenharia", parece que foram esquecidos conceitos básicos de ecologia e biologia. As soluções são estrambólicas, caras e parecem inventos de ficção científica. Jamais imaginaríamos que o aquecimento global seria transformado em um produto do capitalismo. Mas é pessoal, esta vindo um fervilhante aquecimento na economia, o ramo de utensílios, soluções e proteção contra as mudanças climáticas. Isto mesmo, não vamos mudar o problema da base, mas sim remenda-lo com curativos tecnólogicos mirabolantes e continuar explorando os recursos naturais incansavelmente.

Para exemplificar este assunto vamos mostrar o que foi publicado na Revista VEJA de 30 de dezembro de 2006. O nome da reportagem mostra bem esta tendência - ALERTA GLOBAL: as sete megassoluções para o megaproblema ambiental - basicamente ela mostra de forma simplicada algumas soluções de "professor pardal" para o tema, vamos começar a analisá-las:

  1.  Solução 1: Trocar carvão pelo átomo - a idéia é trocas as termoelétricas por usinas nucleares, assim produziria menos dióxido de carbono. Assim seria melhor optar nesta crise climática por lixo radiotivo do que gases do efeito estufa.
  2. Comentário Biodiverso: existem outras soluções ecológicas para o problema, como investimento em sistemas energéticos sustentáveis como energia solar, eólica e marítima. O problema que a energia nuclear é cara, assim investimentos deste tipo aquecem a economia.

 

  1.  Solução 2: Enterrar os gases tóxicos - ao invés de liberar os gases na atmosfera, estes seriam enterrados em poços de petróleos vazios ou formações geológicas.
  2. Comentário Biodiverso: Não temos capacidade de comentar este assunto, vamos perguntar esta questão para um geológo. Mas parece ser uma solução "jogar sujeira para debaixo do tapete".

 

  1.  Solução 3: Colocar refletores de calor em órbita - Seriam construidos 20 milhões de pequenas espaçonaves, que levariam cada uma 1 milhão de discos refletores para o espaço.
  2. Comentário Biodiverso: Imaginem a quantidade de dióxido de carbono que vai ser produzida para fabricar as espaçonaves e os discos, e depois para leva-los para o espaço.

 

  1.  Solução 4: Pôr um guarda-sol no espaço - o título já diz tudo.
  2. Comentário Biodiverso: "Houston temos problemas o guarda-sol quebrou em cima do Brasil"...e dias depois a neve toma conta de nosso país.

 

  1.  Solução 5: Espalhar enxofre na atmosfera - Jogar quantidade exorbitantes de enxofre na atmosfera para bloquer os raios solares.
  2. Comentário Biodiverso: a revista VEJA nem sequer comenta das chuvas ácidas que poderão ocorrer, coisa que o ganhador do prêmio Nobel, o idealizador, contemplou em seu projeto. Mas disse que fundo valia pena. Então o negócio é usar guarda-chuva de aço.

 

  1.  Solução 6: Multiplicar o fitoplâncton - jogar ferro nos oceanos para estimular o fitoplancton.
  2. Comentario Biodiverso: Qual será o impacto disto para a comunidade de animais e plantas dos oceanos? É bom ter engenharia, mas cadê a Ecologia.

 

  1. Solução 7: Colocar mais águas nas nuvens - jogar gotículas de água salgada nas nuvens para aumentar a capacidade de refletir os raios solares.
  2. Comentário Biodiverso: mas e as chuvas e tempestades?

 

Ironizei muitas destas soluções, mas o assunto é sério. Tem muita gente querendo aparecer e se dar bem com esta "crise" ambiental. Investimentos em sistemas sustentáveis de produção são esquecidos e produções em série de badulaques tecnológicos são criados e incentivados. O aquecimento global é um problema para o ser humano e não para o planeta, se formos varridos deste lugar um novo equilibrio será alcançado e novas criaturas serão selecionadas para viver em mundo mais quente, ai vamos ver para quem venderemos nossos kits anti-aquecimento global.

8.1.07

Capital abre espaço aos chamados negócios verdes

Monitor Mercantil
(26-12-2006)

Os investidores de venture capital - ou capital de risco - estão abrindo espaço para os chamados negócios verdes. Especializados em garimpar empresas emergentes, esses investidores dizem que o ambiente de negócios está favorável a companhias com boas práticas sociais e ambientais. Empresas de reciclagem, energia limpa, produtos florestais certificados e orgânicos estão entre as preferidas do capital de risco. No Brasil, fundos como Stratus, AxialPar e Rio Bravo e a Finep, vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia, já apostam suas fichas nessa tendência.Lá fora, esse mercado é forte: entre 2000 e 2004, os investimentos superaram os US$ 7 bilhões, segundo a Cleantech Venture Network, rede internacional que reúne investidores em tecnologias limpas. Até 2009, esse mercado deve movimentar mais US$ 10 bilhões. Atrair investidores para empresas inovadoras com foco em sustentabilidade é o desafio do Programa New Ventures, realizado no Brasil pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e pela ONG norte-americana World Resources Institute (WRI). Com orçamento anual de US$ 80 mil - bancados por parceiros como ABN Amro Real, Natura e Fundação Alcoa - o programa já apresentou 33 empresas para investidores. O programa existe há três anos no Brasil, mas já atuava desde 1999 em países como México, Peru e Índia. O Brasil responde por 30% do total.

7.1.07

Publicações - Dissertação: RPPNs do Estado do Paraná, Situação Atual e Perspectivas

Fonte: UEM/PGA e FREPESP

Dissertação de mestrado defendida em julho de 2005, na Universidade Estadual de Maringá, por Antonio Cristiano Vieira Cegana .

O estudo teve como objetivo geral "levantar as condições atuais das RPPNs do Estado do Paraná", e como objetivos específicos:

1. identificar as expectativas dos proprietários quando da criação da área;
2. identificar as necessidades e os pontos críticos do manejo das RPPNs;
3. fornecer subsídios ao poder público para as tomadas de decisão e adequações necessárias à legislação existente, quando for o caso; e
4. fornecer subsídios às associações de RPPNs para seu fortalecimento.


Download aqui

4.1.07

Brasil e a investigação de ETs

“O Brasil está irremediavelmente engajado nessa aventura de busca de vida fora do Sistema Solar", afirma o cientista da Universidade de São Paulo (Eduardo Janot)

O comitê Corot-Brasil, união entre nosso país e Agência Espacial Européia, pretende investir na investigação de planetas similares a Terra, a fim de encontrar vida extraterrestre. Foram investidos 2 milhões de dólares neste projeto, como alguns dizem, uma ninharia para estudos deste tipo, em que o benefícios serão tremendos.
Não vou criticar a finalidade do projeto e nem sua utilidade, não tenho capacidade para isto. O que me espanta é a fascinação de descobrir vida fora da Terra. Não conhecemos nem a real diversidade biológica do menor estado de nosso país. Ninharia de 2 milhões de dólares investidos em projetos de ciência básica fariam um bem tremendo em diversas regiões do Brasil.
Quantas espécies de animais e vegetais existem no Brasil? Onde elas se distribuem? Qual é a abundância e densidade? São muitas perguntas e poucas respostas em relação a este tema. Isto sim é um desafio a ser explorado e investido. Precisamos conhecer os vários "alieníginas" que existem por toda a parte, até nos lugares muito estudados podem existir espécies novas, na Amazônia então nem se fale.
Volto a repetir, não critico a missão brasileira de caça aos ETs, porém o que existe aqui na nossa Terra pode ser muito interessante e está sendo destruido por falta de conhecimento e inteligência. Então se forem achar vida fora da Terra, que seja inteligente, porque isto por aqui esta fazendo falta.

3.1.07

Guia Sonoro dos Anfíbios Anuros da Mata Atlântica: Nova tiragem



Acaba de sair uma nova tiragem do Guia Sonoro dos Anfíbios Anuros da Mata Atlântica. Não há nenhuma novidade, apenas foram feitas novas cópias para abastecer novamente o mercado.
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O Guia Sonoro dos Anfíbios Anuros da Mata Atlântica foi produzido sob a coordenação de Célio Haddad, do Laboratório de Herpetologia da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Rio Claro, e reúne amostras do canto de 70 espécies de sapos, rãs e pererecas (anuros) da Mata Atlântica, além de um livreto com fotos e informações básicas em português e inglês. Este produto pode ser comprado na loja virtual da Livraria Conceito (http://www.livrariaconceito.com.br).



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