30.6.06

Rídicula reação contra a regulamentação da Reserva Legal no Estado de SP

Apesar da existência do código florestal há mais de 40 anos, os latifúndiários e a Associação Brasileira de Agribusiness está contra o texto de regulamentação da Reserva Legal no Estado de SP. Eles dizem que este tipo de regulamentação poderá atrapalhar o desenvolvimento da agricultura, além de custar muito caro a implantação de novas reservas legais.
Dizem eles também que isto choca com a tradição agroindustrial do país. Mas qual será esta tradição? A minha opinião, esta tradição é a de ser um pais exportador de produtos primários, destruidor de sua biodiversidade para agradar gringos lá fora com preços baratos.
É de extrema tristeza este pensamento elitizado, basta saber ler e ter estudado um pouco que a agroindustria beneficia poucas pessoas no Brasil. Será que queremos um mar de cana, para depois respirar a fumaça de sua queimada e falar "é preço que se paga", mesmo sabendo que muito da produção de álcool é exportada para fora. Resumindo o custo ambiental tem que ficar para gente, talvez porque sejamos mais pobres e aceitamos críticas aberrações sobre leis ambientais.
Outra reivindicação que sempre aparece na hora do aperto, é que os proprietários rurais se queixam da perda de direito sobre sua propriedade. Mas estranho, está escrito que florestas são de domínio público a vários anos, será que ainda eles não aprederam. É preciso de um decreto regulamentador para criar esta lembrança.
No entanto é de assustar a críticas feitas Mônika Bergamaschi, da Abag Ribeirão Preto, ela diz "O que a gente vai fazer? Replantar? Brincar de Deus?" Segundo ela, não há nenhum estudo técnico que explique a razão do índice de 20%". Esta opinião demonstra total falta de conhecimento científico e ética social. Talvez ou certeza ela seja uma pessoa privilegiada de estar em cargos altos no setor da agroindustria, porém carece de falta de bom senso. Talvez devesse cortar cana um pouco, para refrescar as idéias.
O que precisamos entender melhor a verdadeira vocação econômica que o Brasil, ao invés de querermos impor um modelo atrasado, que possuem raizes no Brasil colonial, baseado em reuniões de tecnocrátas da agricultura. Talvez a unica mudança nestes 500 anos do Brasil foi a forma de se vender para fora. E não venha com desculpa que a agroindustria alimenta mais as crianças com fome no Brasil, porque as vacas européias estão de barriga cheia em seus celeiros.

Um comentário:

Carbonoooo disse...

O pior dessa situação é que não há quem medie todas essas visões: dos ruralistas do agrobusiness que não se importam em acabar com qualquer esperança de se conservar a vida silvestre e a desses biólogos catastróficos da conservação que pensam em cercar as áreas naturais dos seres humanos para preservá-la. Quer dizer, há quem possa mediar, explicar, e seja suficientemente inteligente para transitar em diferentes áreas do conhecimento e propor saídas interessantes para a conservação natural. Mas essas pessoas não têm voz, não interessa a ninguém essas vozes, somente aos animais e às plantas, mas esses, como todos sabem, não conseguem se comunicar bem com os humanos... se é que os seres humanos se comunicam bem de alguma forma...