23.1.07

Aquecimento Global, Econômico e Cerebral

Para este blog não ficar fora de moda, deixar de seguir tendências ou padrões, vamos falar agora sobre o tão famoso e comentado tema: aquecimento global. Não vamos tentar explicar nesta postagem suas problemáticas e efeitos, mas sim mostrar como a mídia e pesquisadores em geral têm tratado este tema.

É só ligar a TV ou ler um jornal e/ou revista (principalmente a Revista VEJA) para perceber o principal foco da mídia em relação a esta problemática: a tragédia global. Frases como "o que era para acontecer daqui séculos, pode acontecer amanhã" são as mais usadas, porém, explicações sérias e com um foco regional são quase que inexistentes. O mais intrigante são as soluções divulgadas pela mídia, muitas destas com ajuda de pesquisadores renomados.

Vários pesquisadores viraram adeptos da "mega engenharia", parece que foram esquecidos conceitos básicos de ecologia e biologia. As soluções são estrambólicas, caras e parecem inventos de ficção científica. Jamais imaginaríamos que o aquecimento global seria transformado em um produto do capitalismo. Mas é pessoal, esta vindo um fervilhante aquecimento na economia, o ramo de utensílios, soluções e proteção contra as mudanças climáticas. Isto mesmo, não vamos mudar o problema da base, mas sim remenda-lo com curativos tecnólogicos mirabolantes e continuar explorando os recursos naturais incansavelmente.

Para exemplificar este assunto vamos mostrar o que foi publicado na Revista VEJA de 30 de dezembro de 2006. O nome da reportagem mostra bem esta tendência - ALERTA GLOBAL: as sete megassoluções para o megaproblema ambiental - basicamente ela mostra de forma simplicada algumas soluções de "professor pardal" para o tema, vamos começar a analisá-las:

  1.  Solução 1: Trocar carvão pelo átomo - a idéia é trocas as termoelétricas por usinas nucleares, assim produziria menos dióxido de carbono. Assim seria melhor optar nesta crise climática por lixo radiotivo do que gases do efeito estufa.
  2. Comentário Biodiverso: existem outras soluções ecológicas para o problema, como investimento em sistemas energéticos sustentáveis como energia solar, eólica e marítima. O problema que a energia nuclear é cara, assim investimentos deste tipo aquecem a economia.

 

  1.  Solução 2: Enterrar os gases tóxicos - ao invés de liberar os gases na atmosfera, estes seriam enterrados em poços de petróleos vazios ou formações geológicas.
  2. Comentário Biodiverso: Não temos capacidade de comentar este assunto, vamos perguntar esta questão para um geológo. Mas parece ser uma solução "jogar sujeira para debaixo do tapete".

 

  1.  Solução 3: Colocar refletores de calor em órbita - Seriam construidos 20 milhões de pequenas espaçonaves, que levariam cada uma 1 milhão de discos refletores para o espaço.
  2. Comentário Biodiverso: Imaginem a quantidade de dióxido de carbono que vai ser produzida para fabricar as espaçonaves e os discos, e depois para leva-los para o espaço.

 

  1.  Solução 4: Pôr um guarda-sol no espaço - o título já diz tudo.
  2. Comentário Biodiverso: "Houston temos problemas o guarda-sol quebrou em cima do Brasil"...e dias depois a neve toma conta de nosso país.

 

  1.  Solução 5: Espalhar enxofre na atmosfera - Jogar quantidade exorbitantes de enxofre na atmosfera para bloquer os raios solares.
  2. Comentário Biodiverso: a revista VEJA nem sequer comenta das chuvas ácidas que poderão ocorrer, coisa que o ganhador do prêmio Nobel, o idealizador, contemplou em seu projeto. Mas disse que fundo valia pena. Então o negócio é usar guarda-chuva de aço.

 

  1.  Solução 6: Multiplicar o fitoplâncton - jogar ferro nos oceanos para estimular o fitoplancton.
  2. Comentario Biodiverso: Qual será o impacto disto para a comunidade de animais e plantas dos oceanos? É bom ter engenharia, mas cadê a Ecologia.

 

  1. Solução 7: Colocar mais águas nas nuvens - jogar gotículas de água salgada nas nuvens para aumentar a capacidade de refletir os raios solares.
  2. Comentário Biodiverso: mas e as chuvas e tempestades?

 

Ironizei muitas destas soluções, mas o assunto é sério. Tem muita gente querendo aparecer e se dar bem com esta "crise" ambiental. Investimentos em sistemas sustentáveis de produção são esquecidos e produções em série de badulaques tecnológicos são criados e incentivados. O aquecimento global é um problema para o ser humano e não para o planeta, se formos varridos deste lugar um novo equilibrio será alcançado e novas criaturas serão selecionadas para viver em mundo mais quente, ai vamos ver para quem venderemos nossos kits anti-aquecimento global.

8.1.07

Capital abre espaço aos chamados negócios verdes

Monitor Mercantil
(26-12-2006)

Os investidores de venture capital - ou capital de risco - estão abrindo espaço para os chamados negócios verdes. Especializados em garimpar empresas emergentes, esses investidores dizem que o ambiente de negócios está favorável a companhias com boas práticas sociais e ambientais. Empresas de reciclagem, energia limpa, produtos florestais certificados e orgânicos estão entre as preferidas do capital de risco. No Brasil, fundos como Stratus, AxialPar e Rio Bravo e a Finep, vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia, já apostam suas fichas nessa tendência.Lá fora, esse mercado é forte: entre 2000 e 2004, os investimentos superaram os US$ 7 bilhões, segundo a Cleantech Venture Network, rede internacional que reúne investidores em tecnologias limpas. Até 2009, esse mercado deve movimentar mais US$ 10 bilhões. Atrair investidores para empresas inovadoras com foco em sustentabilidade é o desafio do Programa New Ventures, realizado no Brasil pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e pela ONG norte-americana World Resources Institute (WRI). Com orçamento anual de US$ 80 mil - bancados por parceiros como ABN Amro Real, Natura e Fundação Alcoa - o programa já apresentou 33 empresas para investidores. O programa existe há três anos no Brasil, mas já atuava desde 1999 em países como México, Peru e Índia. O Brasil responde por 30% do total.

7.1.07

Publicações - Dissertação: RPPNs do Estado do Paraná, Situação Atual e Perspectivas

Fonte: UEM/PGA e FREPESP

Dissertação de mestrado defendida em julho de 2005, na Universidade Estadual de Maringá, por Antonio Cristiano Vieira Cegana .

O estudo teve como objetivo geral "levantar as condições atuais das RPPNs do Estado do Paraná", e como objetivos específicos:

1. identificar as expectativas dos proprietários quando da criação da área;
2. identificar as necessidades e os pontos críticos do manejo das RPPNs;
3. fornecer subsídios ao poder público para as tomadas de decisão e adequações necessárias à legislação existente, quando for o caso; e
4. fornecer subsídios às associações de RPPNs para seu fortalecimento.


Download aqui

4.1.07

Brasil e a investigação de ETs

“O Brasil está irremediavelmente engajado nessa aventura de busca de vida fora do Sistema Solar", afirma o cientista da Universidade de São Paulo (Eduardo Janot)

O comitê Corot-Brasil, união entre nosso país e Agência Espacial Européia, pretende investir na investigação de planetas similares a Terra, a fim de encontrar vida extraterrestre. Foram investidos 2 milhões de dólares neste projeto, como alguns dizem, uma ninharia para estudos deste tipo, em que o benefícios serão tremendos.
Não vou criticar a finalidade do projeto e nem sua utilidade, não tenho capacidade para isto. O que me espanta é a fascinação de descobrir vida fora da Terra. Não conhecemos nem a real diversidade biológica do menor estado de nosso país. Ninharia de 2 milhões de dólares investidos em projetos de ciência básica fariam um bem tremendo em diversas regiões do Brasil.
Quantas espécies de animais e vegetais existem no Brasil? Onde elas se distribuem? Qual é a abundância e densidade? São muitas perguntas e poucas respostas em relação a este tema. Isto sim é um desafio a ser explorado e investido. Precisamos conhecer os vários "alieníginas" que existem por toda a parte, até nos lugares muito estudados podem existir espécies novas, na Amazônia então nem se fale.
Volto a repetir, não critico a missão brasileira de caça aos ETs, porém o que existe aqui na nossa Terra pode ser muito interessante e está sendo destruido por falta de conhecimento e inteligência. Então se forem achar vida fora da Terra, que seja inteligente, porque isto por aqui esta fazendo falta.

3.1.07

Guia Sonoro dos Anfíbios Anuros da Mata Atlântica: Nova tiragem



Acaba de sair uma nova tiragem do Guia Sonoro dos Anfíbios Anuros da Mata Atlântica. Não há nenhuma novidade, apenas foram feitas novas cópias para abastecer novamente o mercado.
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O Guia Sonoro dos Anfíbios Anuros da Mata Atlântica foi produzido sob a coordenação de Célio Haddad, do Laboratório de Herpetologia da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Rio Claro, e reúne amostras do canto de 70 espécies de sapos, rãs e pererecas (anuros) da Mata Atlântica, além de um livreto com fotos e informações básicas em português e inglês. Este produto pode ser comprado na loja virtual da Livraria Conceito (http://www.livrariaconceito.com.br).



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