18.9.06

Seja ecologicamente correto quando for usar uma arma

Eu já vi certificação ambiental de tudo, mas isto aqui é inacreditável... Viva a economia ecológica!

Empresa cria armas que respeitam o meio ambiente

Da France Presse

17/09/2006

10h55-A fabricante britânica de armamento BAE Systems está criando armas "que respeitam o meio ambiente". Entre elas estão balas "com carga reduzida de chumbo", granadas "com pouca fumaça" e foguetes com menos produtos tóxicos, informou o The Sunday Times. Outras iniciativas são o desenvolvimento de veículos blindados que emitem menos carbono, a fabricação de artilharia mais segura e sustentável e até a reciclagem de explosivos usados. "As armas serão empregadas e, quando isto correr, tentaremos torná-las mais seguras para o usuário, limitando os danos colaterais e causando o menor dano possível ao meio ambiente", declarou ao jornal Debbie Allen, encarregado da responsabilidade social da BAE Systems.
Symon Hill, da campanha "Against Arms Trade" (Contra o Comércio de Armas), qualificou a iniciativa de "risível". "A BAE Systems tenta criar uma imagem ética, mas está fabricando armas para matar gente e é ridículo sugerir que elas respeitam o meio ambiente", declarou Hill ao jornal.
A política da BAE Sytems é aprovada pelo ministério britânico da Defesa, que sustenta que o conceito de "munições verdes" não é contraditório.
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16.9.06

Mais uma solução "brilhante"...

Depois dos "famosos" artigos publicados em revistas como a Science e Nature, com soluções brilhantes para problemas ambientais, com autoria de pesquisadores americanos e por alguns brasileiros que vão na onda. Saiu novamente outra solução brilhante: O VULCÃO ARTIFICIAL.


Para lembrar, neste ano vários pesquisadores resolveram ter planos brilhantes, com a seguinte justificativa: quem não tem cão caça com gato.
Uma das soluções mais interessantes publicado na Nature, foi a da reintrodução da fauna pleistocênica nos EUA (Re-wilding North America), isto mesmo, pegar alguns animais da África de soltar novamente na Ámérica.
A outra solução, publicada na Science agora, foi a da "arca de noé anfíbia", fungos terríveis estão dizimando os anfíbios do planeta, a única solução, muita grana para poder levar todos estes animais ameçados para zoológicos americanos para serem salvos, e pronto resolvido.
Isto me faz lembrar da receita de bolo, e vocês viram funciona até para Nature e Science.



"Vulcão" artificial pode resfriar o planeta


Por RAFAEL GARCIA - Proposta polêmica para combater o aquecimento global - lançar milhões de toneladas de um poluente na alta atmosfera - parece ganhar força com a demorada humanidade em reduzir as emissões de gases do efeito estufa. A idéia partiu de um conceituado climatologista, que propõe aviões para lançar dióxido de enxofre (SO2) no ar, mais ou menos como uma erupção vulcânica faz. "O SO2 oxida e adere ao vapor d'água para formar pequenas gotas de ácido sulfúrico", explica Tom Wigley, do Centro Nacional de Pesquisas Atmosféricas dos EUA. "As gotículas refletem de volta a radiação solar e resfriam a baixa atmosfera", disse à Folha o cientista, que detalhou seu plano ontem, em estudo na revista "Science". Um detalhe: o ácido sulfúrico é tóxico e responsável pela famigerada chuva ácida. A medida poderia inibir o aquecimento por um período limitado, antes da redução efetiva das emissões. Wigley defende que seu plano seja adotado ao lado de acordos para cortar a emissão de gases-estufa. Propostas similares à de Wigley já haviam sido lançadas na década de 1970, mas foram logo descartadas em razão dos prováveis efeitos colaterais que trariam. Criar chuva ácida, afinal, não parece boa coisa, mas Wigley afirma que os benefícios superariam os custos. "O montante que eu calculo que tenhamos de jogar [na alta atmosfera] é de 5 milhões de toneladas de enxofre por ano, mas nós já estamos jogando entre 60 milhões e 70 milhões de toneladas na baixa atmosfera ao queimar combustíveis fósseis", diz o pesquisador. "O montante extra, portanto, é relativamente pequeno."Para estimar o quanto de SO2 seria necessário para levar a cabo seu plano, Wigley usou como base de cálculo a erupção do vulcão Pinatubo, nas Filipinas, em 1991. Na época, o fenômeno causou um leve resfriamento na média de temperaturas terrestres, mas sem desequilibrar o sistema. O ideal, portanto, seria criar um "Pinatubo virtual" em intervalos de um a três anos, até que as políticas de redução de gases-estufa comecem a ter efeito. O estudo de Wigley, porém, ainda não oferece uma estimativa de custo para a ousada proposta. O pesquisador acredita que seja necessário mobilizar uma frota de aviões maior do que a de todas as companhias aéreas comerciais do mundo somadas para atingir a meta. O cientista insiste em ressaltar que a solução deve ser temporária, porque não combate um outro problema causado pelos gases-estufa, a acidificação dos mares. "Além disso, o aerossol [as partículas de ácido sulfúrico] pode atrasar em algumas décadas a recuperação da camada de ozônio."


FONTE: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ciencia/fe1609200601.htm

* Imaginem o tanto que vai poluir se for mobilizado toda a frota de aviões do planeta, não precisa ser doutor para prever isto.

13.9.06

Bóia-Fria: o mesmo assunto outra vez...

Não consigo parar de escrever e pensar sobre este assunto, talvez por razões óbvias ou por escutar todo dia algo novo sobre este tema pouco debatido pela sociedade: os impactos sociais e ambientais da produção de álcool no Estado de São Paulo. Segue uma nova notícia sobre este assunto.


230 bóias-frias mantidos em condição subumana em SP
Duzentos e trinta cortadores de cana foram encontrados vivendo e trabalhando em precárias condições em Pederneiras, Mineiros do Tietê e Dois Córregos. Os fiscais constataram a superlotação dos alojamentos, más condições de transporte, pagamento de remuneração abaixo do previsto no contrato coletivo de trabalho e a falta de equipamentos de proteção individual, de banheiros e até da água que o empregador tem obrigação de fornecer.
Na Fazenda Aguinha, dos empresários Airton Antonio Daré e Jair Orvaldo Daré, em Pederneiras, as equipes do Grupo de Fiscalização Rural, constituído pelo Ministério do Trabalho e Emprego e Ministério Público do Trabalho, encontraram 111 pessoas morando em 17 casas, sem a divisão por famílias e em condições de higiene e segurança precárias. Os cômodos tinham camas beliche para abrigar maior número de moradores, cujos alimentos, botijões de gás e pertences pessoais estavam misturados sobre as camas e pelo chão.
Os trabalhadores disseram que não pagam diretamente pelo aluguel das casas, mas têm parte da cana cortada descontada para esse pagamento. Também reclamaram que em vez dos R$ 0,25 por metro cortado, estabelecido na convenção regional de trabalho, vêm recebendo apenas R$ 0,11 o metro. Outra irregularidade é o transporte das ferramentas no mesmo compartimento dos trabalhadores, um procedimento proibido há muitos anos por razões de segurança.
Irregularidades parecidas foram encontradas junto a 120 cortadores que atuam para empreiteiras do Grupo Atalla, em Mineiros do Tietê e Dois Córregos. Nesta quarta-feira, o procurador Luiz Henrique Rafael reuniu-se com representantes da Fazenda Aguinha, que assumiram compromissos de solução imediata dos problemas.
Na próxima sexta-feira, deverá ocorrer uma reunião com todos os empregadores fiscalizados para a elaboração de em termo de ajustamento. Os que não apresentarem solução terão o trabalho interditado e receberão multas. O coordenador do grupo de fiscalização, Roberto Martins Figueiredo, disse que está encontrando no corte de cana da região de Bauru uma das piores situações de todo Estado.
Semi-escravidão
Nos últimos anos, as usinas de açúcar e álcool terceirizaram os trabalhos de safra e os empreiteiros buscam mão-de-obra em Minas Gerais, Bahia, Maranhão, Ceará e outros Estados. Esses trabalhadores costumeiramente são mal acomodados e explorados. No mês passado denúncias levaram a fiscalizações em Agudos e Pederneiras, onde cortadores eram mantidos em semi-escravidão. As empresas foram autuadas, pagaram os direitos trabalhistas e mandaram de volta 48 trabalhadores para os Estados da Bahia e Maranhão.
Os procuradores Luiz Henrique Rafael e José Fernando Maturana não descartam a possibilidade de, além das providências imediatas, promoverem ações em busca da responsabilidade dos empregadores, dos agenciadores de mão-de-obra, conhecidos como "gatos" e das próprias usinas e destilarias que recebem a cana cortada através do pacto trabalhista irregular ou descumprido.
*Fonte: www.ecodebate.com.br - matéria originalmente publicado no estadao.com.br - 13 de setembro de 2006 - 18:58

11.9.06

Álcool de cana: combustível ecológico?



"As exportações de álcool produzido a partir da cana-de-açúcar totalizarão US$ 2 bilhões em 2004, quase três vezes mais do que no ano passado."


"O Brasil, com sua disponibilidade de terras, sol e água, é um grande produtor de biomassa, e a fotossíntese faz do país uma potência energética."



"Combustível não-poluente, o álcool é um produto que cada vez mais interessa às nações interessadas em reduzir a emissão de gases nocivos à saúde humana."


"Outro indicador da importância social do agronegócio sucroalcooleiro é a geração de impostos, que a cada ano recolhe mais de R$ 12 bilhões aos cofres públicos."


"...respeitando áreas de preservação permanente e reservas legais"

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3.9.06

Qual será o futuro das áreas prioritárias para conservação da biodiversidade?

Depois de ter identificado as áreas prioritárias para conservação da biodiversidade, o que será feito de concreto para efetiva proteção ou planejamento destas áreas. No estado de São Paulo muitas áreas ditas como prioritárias sofrem de planejamento inadequado e desconhecidas pela população em geral. Venho de uma região do Estado de São Paulo que foi enquadrada com de extrema importância biológica pelo estudo AVALIAÇÃO E AÇÕES PRIORITÁRIAS PARA A CONSERVAÇÃO DA BIODIVERSIDADE DA MATA ATLÂNTICA E CAMPOS SULINOS, e talvez poquíssima gente saiba que vive em um lugar assim. Talvez os planos diretores destes municípios nem contemplem proteção de biodiversidade e o turismo regional, apesar de ecológico, não usa isto como markenting para atrair turistas.
Tive uma experiência frustrada de criação de uma Reserva Particular do Patrimônio Natural em São José do Rio Pardo - SP. Apesar dos atributos biológicos e de estar inseridas nas zonas prioritárias de conservação, orgãos ambientais e a comunidade no geral pouco se mobilizaram para criação efetiva desta área protegida.
Talvez uma união de setores produtivos da sociedade investindo em reservas privadas, fazendas ecológicas e ecoturismo, mais ações governamentais podem tirar este tema do esquecimento e da incompreensão. Senão pouco sobrará, a não ser estudos e trabalhos em prateleiras.