26.2.07

Publicação - Limpeza de ambientes costeiros brasileiros contaminados por petróleo: uma revisão



Este artigo saiu este mês no periódico Pan-American Journal of Aquatic Sciences. É uma ampla revisão crítica dos métodos de limpeza utilizados em ecossistemas costeiros atingidos por derrame de petróleo. Além da revisão bibliográfica e também de estudos de casos reais nacionais e internacionais, é proposto métodos julgados mais adequados para a limpeza de cada ambiente, com o intuito de contribuir com os órgãos ambientais nas tomadas de decisão em cenários de vazamentos de óleo.


Baixe o artigo no link abaixo:

http://www.panamjas.org/Arquivos/PanamJAS_2(1)_1-12.pdf

12.2.07

Não tenho dúvida, a culpa é do Ser Humano

Depois do famoso relatório do IPCC que "provou" que o aquecimento global é culpa do Ser Humano, temos que aceitar uma teoria como fato e ainda ver uma rídicula ação da sociedade contra o aquecimento global.
Sim, nós somos culpados. Passo a acreditar nisto a partir de agora. Qual a razão de tanta certeza? Basta abrir uma revista, seja ela ecológica ou econômica (atualmente parece a mesma coisa), para ver que criamos o aquecimento global. Ele esta no imaginário do povo, na voz do político e na preocupação do agricultor. Os negócios estão fervilhando, o mercado de carbono está em alta e soluções megaridículas estão sendo planejadas. No fundo queremos o aquecimento global, é legal esperar por algo novo, algo mais quente.

O mundo inteiro sabe dos riscos, parece ser a hora certa, a chance de mudarmos nossos hábitos globais de destruição e parar com nossa incrível capacidade ilimitada de aspiração por bens materiais inúteis. Mas não. Conseguimos transformar a tragédia em produto. Sim, capitalizamos o aquecimento global, ou melhor o "Global Warming" para todo mundo entender. Já capitalizamos a coragem, a força do jovem e as revoluções. Agora a bola da vez é o aquecimento. Holywood está em festa, os astros viraram os maiores especialistas em meio ambiente, os cientistas velhotes já aposentados viram uma oportunidade de retorno e juntamente com os jovens estão loucos para ver seus artigos em uma revista com um iceberg derretendo na capa.

No mundo das tecnologias, nem se fale, são várias soluções criadas todos os dias. Os engenheiros são os ecólogos agora. Como os efeitos do aquecimento são a curto prazo, não adianta entender de estrutura ecossitêmica e biodiversidade, não a tempo para isto. O negócio é geoengenharia, fazer megas projetos milionários para conter definitivamente o efeito estufa. Tem até prêmio para quem tiver a melhor idéia. O regulamento diz: o ganhador levará uma bolada de dólares e ainda salvará a humanidade. Sim, será o retorno de cristo. O cristo anti-carbono.

Erramos novamente, insistimos nos erros. Vamos usar nosso próprio erro como produto, não vai demorar muito para cair a máscara. Vai um dióxido de carbono aí?!

11.2.07

O aquecimento global derreteu a mídia

Demorou um pouco, mas talvez tenha chegado a hora. A grande mídia (jornais, revistas e telejornais) vão ter que se adequar para poder comentar o mais novo e famoso problema ambiental: o aquecimento global. Quando acabar o fôlego das notícias sensacionalistas sobre o novo relatório do IPCC, o que a mídia vai mostrar. O que mostrou sempre? Relatos superficiais, programas ecobobos fora de contextos, reportagens exóticas sobre lugares ecologicamente bonitos. Ou vai começar a repensar em um jornalismo mais consciente e inteligente mostrando que a questão ambiental é complexa e merece um destaque maior. Chega de suplementos avulsos, uma vez por semana, de ciência e meio ambiente. A questão ambiental tem que estar nos centros das discussões, ser crítica e realista.

O aquecimento global esta cozinhando a mídia, ela vai ter que mudar, as previsões das catástrofes podem demorar até 50 anos e até lá o que a mídia vai mostrar? Contagem regressiva da desgraça? Soluções tecnocráticas para mascarar o problema? Ou irá se atualizar para mostar de forma mais crítica, real e holística as problemáticas ambientais. Como será a relação da grande-mídia com os patrocinadores? Poderá a mídia discutir a problemática ambiental do Biodiesel e ao mesmo tempo ser pró-governo? Terá a mídia especialistas capazes de traduzir os artigos cientícos da maneira correta ou ainda ficarão no telefone-sem-fio da falida divulgação científica estabelecida atualmente?

Consiguirá o aquecimento forçar uma mudança brusca e para melhor na grande-mídia? Não sei. Mas que grande mudanças virão, isto sim vai acontecer. Por isso o importante agora é notar em que lado a mídia ficará, porque ter pontos de vistas fora de contextos e em cima do muro é só o que ela tem feito nestes últimos anos.



Para ler mais sobre o assunto:

http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=419IMQ001

http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=419IMQ002

8.2.07

"Aquecimento Comercial"

Empresas neutralizadoras de carbono, produtos contra o aquecimento, novos financiamentos para pesquisas ambientais, savanização da amazônia, novos dogmas científicos, previsões catastróficas, Al Gore, Di Caprio ambientalista, SP Fashion Week Ecológico, Globo Reporter e Fantátisco e Revista Veja falando sobre Global Warming, INPE, The Green Initiative, Greenpeace, IUCN, IPCC, WWF, Boné, Conservation International, nível do mar, calor, chuva, frio, seca, deserto, dinheiro, novos negócios, pobreza, relatórios, gráficos, tragédia, reflorestamento, China, EUA, UE, tendência pessimista, ambientalista crente, Homem-Culpado de Tudo, investimento a fundo perdido, finep, dinheiro, dinheiro...

Neste pensamento igualitário e pessimista sobre o aquecimento global, existe pensamento crítico em relação ao tema? Achei um link interessante que vale muito a pena ler:

http://www.if.org.br/?action=doExibirAnalise&inCodigo=115

Sandálias de borboletas e neutralizadores de carbono

Recebi duas notícias intrigantes e também interessantes nesta semana chuvosa. A primeira é sobre a uma grife famosa - a Cantão - do Rio de Janeiro que começou a produzir este ano sandálias com saltos de resina e cheio de borboletas mortas em seu interior, lógicamente foi multada por crime ambiental pelo Ibama e ainda tem que provar a origem legal das borboletas. O site da Cantão diz que esta moda é uma tendência ecológica e que "busca a liberdade como borboleta, bordando amores, sutis-tentadores, pousando cá e lá por esses cantos dourados de flores...". Legal também é comentário do site O ECO: A diferença é que a borboleta inspiradora acabou presa, morta e colada em acrílico sob os pés de quem pagou mais de mil reais por ela".

A segunda notícia é sobre uma nova empresa - The green initiative - de cunho ambiental de olho nos negócios lucrativos do aquecimento global. Cansados da burocracias do crédito de carbono, protocolo de Kyoto e tudo mais, resolveram criar formas de "neutralizar os gases estufa" recompondo áreas de mata degradada às margens de rios e lagos. Parece uma idéia simples, mas pode dar certo principalmente em trabalhos midiáticos, markenting ecológico e certificação ambiental. O estranho foi uma declaração do coordenador da empresa numa entrevista para revista Vida Simples:
Revista Vida Simples - Vocês monitoram o projeto depois da implantação?
The Green Initiative - Precisamos acompanhá-lo nos primeiros dois anos de reflorestamento ­ a fase em que as mudas se adaptam às áreas recuperadas, com o maior risco de mortalidade. Os projetos são monitorados em toda sua vida útil (mais de 20 anos) pelo Ibama e pela Polícia Florestal,..., sua existência intacta se torna obrigatória por lei.

E assim a vida continua com borboletas nos pés e neutralizadores de carbono nos salvando do aquecimento cerebral, quer dizer, global...até mais ver!!!